não aceito ser ministro …

© laurindo almeida, setembro 2009
… e muito menos secretário de estado, decididamente não contem comigo para o próximo governo, aliás não percebo nada dos números resultantes desta eleição, apesar de na minha formação se incluir uma licenciatura em matemáticas, senão vejamos :
– “primeira mentira” a abstenção, ao que tudo indica a força mais votada (oficialmente 39.4 % ou seja 3678536 almas) realmente não teve esta expressão, pelo que o nr. real deverá ser cerca de 2850000 (aliás mesmo em Bruxelas é um valor desta grandeza que é considerado verdadeiro). Embora vejamos na net vários movimentos de opinião a defender a abstenção como forma de estar, para aqueles que como eu lutamos pela democracia temos alguma dificuldade em perceber esta forma de omissão de vontades;
– “segunda mentira” os resultados dos partidos que são apresentados em função dos votos expressos e não em função dos eleitores inscritos dando assim a ilusão duma maior adesão do “povo” que todos dizem representar. Assim os verdadeiros resultados deveriam ser :
abstenção 33.6 %; PS 24.3%; PSD 19.3%; CDS 6.9 %; BE 6.5%; CDU 5.2%; nulos 0.8 %; brancos 1.2%; outros partidos 2.1% o que não alteraria o número de deputados por partido mas daria mais transparência ao resultado
– “terceira mentira” a proporcionalidade dos deputados, mesmo sabendo e aceitando que não se podem eleger deputados pelos não votos dos abstencionistas ou pelos votos brancos e nulos uma proporcionalidade directa daria a seguinte distribuição de deputados eleitos por partido :
– PS 88 (e não 96); PSD 70 (e não 78); CDS 25 (e não 21); BE 24 ( e não 16); CDU 19 (e não 15) e é aqui que reside a grande mentira … não faz sentido o método utilizado nem a distribuição por distritos que prejudica os partidos mais pequenos e de forma desigual, vejamos algumas curiosidades do método na prática nestas eleições :
– a diferença entre o CDS e o BE é de unicamente 0.61 % (nos dados oficiais) mas elegeu mais 5 deputados ! mas a diferença entre o BE e a CDU é de 1.97 % (3 vezes a anterior) e só elegeu mais um deputado !!!!
– na Madeira (tomada como exemplo visto ser uma região com votos muito concentrados) o PSD teve 48.16 % (dados oficiais), ou seja menos de metade dos votos expressos e no entanto elegeu 4 dos 6 deputados daquela região.
Estranha democracia, até aqui é preciso ser “esperto” de forma a aproveitar o “sistema” e não ser justo … deve ser esta a verdade que os partidos que dominaram a politica até aqui (como sabem o PSD foi a força politica que mais deputados elegeu na história da democracia portuguesa seguido do PS) nos impõe.
Nota: já depois de ter publicado este post e tendo os lençois como habitualmente por bons conselheiros verifiquei que este raciocínio tem um erro, já que também fui induzido pela teoria dos “grandes partidos”. Esquecendo que em caso de os deputados serem eleitos nacionalmente o PCTP/MRPP teria eleito um a dois deputados e o MEP poderia ter eleito um, as minhas desculpas.

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Uma resposta to “não aceito ser ministro …”

  1. Anonymous Says:

    Um outro modo de ler o resultados das eleições e que os clarifica!(nos cadernos eleitorais alguns são mesmo "almas" para quem acredita na vida além túmulo 😉

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