op36 – colectiva-"Invisőes, Portugal Visto pelos Fotógrafos Franceses"

data: 04 abr (inauguração pelas 16:00) a 28 set 2009
local: porto-, centro português de fotografia (ministério da cultura) ex-cadeia da relação, campo mártires da pátria, , tel. 351 222076310,
email@cpf.pt, gps lat 41° 8’41.01″N; long 8°36’57.14″O
acessos: , estacionamento-
horário: ter a sex 10:00-12:30 e 15:00-18:00; sáb, dom e fer 15:00-19:00
preço : entrada livre

nota : ver pf calendário global das exposiçőes existentes no post calendário de exposiçőes de fotografia

tive oprotunidade de ver esta exposição, integrada nas celebrações do centenário das invasões francesas, em grande parte é dedicada a fotografias de Georges Dussaud efectuadas recentemente na cidade do Porto e que parafraseando alguém que me acompanhou na visita “são fotografias muito interessantes, uma das melhores partes da exposição mas que apresenta o porto como uma cidade pobre … à laia duma qualquer cidade tunisiana …”. De notar também a presença dum dos melhores clássicos de Henri Cartier-Bresson, a foto de 1932 junto à estação de Saint-Lazare em Paris. Podemos ainda ver fotos de Bernard Plossu, Guy de Querrec, Pierre Devin, Boubat, Bernard Faucon entre outros.

“Há duzentos anos, o Norte vivia em sobressalto a invasão de Soult. Mas é da lei da guerra e da paz que os ocupantes deixem atrás de si rastos da cultura própria e outras alteraçőes mais gratuitas do futuro. No país, que levaria o seu exército com Wellington a atravessar os Pirinéus, uma outra revoluçăo de advogados estava já em marcha.
Por isso mesmo, este conjunto de exposiçőes năo comemora apenas as misérias e as vitórias locais do império napoleónico mas, acima de tudo, os efeitos culturais de sucessivos reconhecimentos.
A Península, respondendo com uma violência inesperada ao exército jacobino, ganhava então o seu cunho de exotismo e barbárie, – a temeridade dos bandoleiros fará eco nos libretos de Ópera, no romance oitocentista e na representação dos seus habitantes. A meados do século XIX, a pátria do Empecinado e do general Silveira era visitada pelas missőes fotográficas com o mesmo olhar de descoberta que levava os fotógrafos a Marrocos ou ao Egipto.
Cabo da Europa a que o mar imenso fizera esquecer, são por vezes esses olhares franceses que fazem o país descobrir-se a si mesmo. E é esse olhar do outro que nos confronta ou que dele dá notícia, que aqui se mostra. Inclui grandes fotógrafos franceses, pretéritos ou nossos contemporâneos, todos eles incluídos na Colecção Nacional de Fotografia. Georges Dussaud, que lhe pertence, mostra-nos uma série com que tudo, aqui no Norte, parece fechar, a sua visão da cidade que mal conhecemos.”
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